24/01/2013

Duas semanas em Buenos Aires, pessoas que conhecemos, e beijos!

No dia 27 de outubro de 2011 (mais de um ano atrás) me escreveram:
Oi Leo, sou Fabián de Buenos Aires, Argentina. Te escrevo para te felicitar por sua coragem, por ter conhecido tantos lugares sem grana, só com muita vontade e convicção, e para que saibas a quem está te enviando solicitação de amizade, hehe.
Conheci seu blog procurando como pegar carona no Brasil, já que quero conhecer o litoral brasileiro e sabemos que o transporte é bem caro e as distâncias são muito longas. O único trecho que posso fazer de trem é BH - Vitória.
Quando quiser vir a Buenos Aires, fale sem problema, eu tenho lugar aqui e posso te ajudar a conhecer a Argentina, andei muito aqui de trem e um pouco de bicicleta.
Um forte abraço, Fabián.

Bom, porque essa mensagem me foi enviada um dia, hoje estou aqui em Buenos Aires. Neste exato momento, estamos aqui no meio de uma "festinha" que o Fabián está fazendo de despedida pra gente, depois dessas 2 semanas na casa dele.

Durante esses dias aqui na casa do Fabián (quem, antes mesmo de vir pra cá, eu já havia hospedado na minha casa quando eu morava em Belo Horizonte), fomos a algumas festas, passeamos bastante (ainda que a primeira semana a gente tenha ficado mais morto mofando em casa, por cansaço daquelas 36 horas pedindo carona até chegarmos aqui), conhecemos algumas pessoas, e eu particularmente revi uma grande amiga - a minha mãe argentina.

Minha mãe argentina é a Silvia, lembram que falei dela? Ela foi quem me salvou aqui em Buenos, na última vez que estive aqui em Buenos Aires. Eu vim pra casa do Fabián, mas como da última vez que falei com ela ela estava viajando, achei que não estava por aqui. Daí recebi uma mensagem 2 dias depois que cheguei.

leoooo estas en buenos aires?
vi vc logado na Provincia de Buenos Aires
pega meu telephone (celular) +5411... tenho whatsapp
estou em casa
podes me ligar tamben em casa 466... ou me das teu telefone

beijao
Silvia

Bom, assim fui visitá-la. Ela acabou me sequestrando do Fabián, e fiquei dormindo na casa dela por duas noites com a mesma bermuda e camisa que havia chegado. hahaha O Leandro seguiu na casa do Fabián.
Passeamos de carro, tomamos sorvete, comi bastante comida vegetariana (ela é vegetariana, eu não sou mas acho ótimo conhecer o que há de opção na cozinha sem carne), e me senti bastante útil e feliz em ensiná-la um pouco de como lidar com o seu novo celular Android. hahahah




Depois que voltei pra casa do Fabián, não a vi mais. Ela tinha planos de viajar pro norte da Argentina e até se empolgou querendo me dar uma carona até a cidade do Juan Villarino (o Acróbata del Camino), um escritor caroneiro, autor do primeiro livro em espanhol que li. Ele me convidou pra passar uns dias na sua casa, mas justamente quando pintou de eu ir, ele tinha saído pra viajar com a namorada.

Quanto aos outros dias na casa do Fabián, entre as festas que fomos, uma foi a pool party do hotel Axel, que é um hotel gay da cidade. Na esquina, quando chegávamos ao hotel para a festa, tentaram no assaltar. Tinham algo que aparentava ser uma arma, certamente de brinquedo, mas no fim nem levaram nada também, nem insistiram.

Enfim, entre pessoas que conhecemos, uma foi a Gris, uma argentina muuuuuuuuito hospitaleira e fofa, que viu um post que publiquei no grupo do CouchSurfing local, e me convidou pra tomarmos um mate na Plaza Francia. Depois nos levou pra passear por outras partes da cidade, nos levou a uma festinha na casa de uns amigos dela (durante uma partida do clássico River x Boca Juniors, times de futebol daqui - pra quem é por fora de tudo do futebol, como eu).







Qué rebeldía la de Gris! (pero es la más tierna de todas :P)



E outra, das pessoas que conhecemos, foi o Filipe, também do CouchSurfing que viu um post meu nos grupos locais de Buenos Aires. Ele é do Rio, está passando férias da faculdade aqui, nos convidou pra tomarmos umas cervejas e nadar na piscina do prédio dele. As cervejas aceitamos, mas a piscina acabou não rolando por falta de tempo :( Também passeamos por algumas vezes. Inclusive ele tá aqui agora na festinha de despedida da gente, na casa do Fabián. hahahah




E aí, agora é a vez do Fabián, afinal de contas.
Como disse, eu hospedei o Fabián em BH no primeiro semestre do ano passado. Lá ele me contou que sabia que existia um lado dentro dele que indicava que ele era, no mínimo, bissexual. Eu achei estranho, achei que ele já tinha que ter certeza, por causa da idade dele. Mas, depois fui conhecendo-o mais e dei conta de que era sério. (Não, a gente não teve nada sexual, ok? hahahah Eu sei que as bee tudo que ler isso vai achar que eu quis ocultar "algo" na história. kkkkk)

E era tão sério o que ele dizia, que agora que vim conhecer um pouco da vida dele em Buenos Aires, ele me contou e me apresentou seu primeiro namorado, quem ele conheceu pouco tempo depois que voltou do Brasil. E é, eu estou falando disso aqui no blog porque ele pediu pra falar, porque ele diz que eu o ajudei a se sentir livre pra explorar essa parte dele, que ele ficava tentando fingir, pra ele mesmo, que não existia.


Bom. Preciso sair. Socializar um pouquinho mais na festa, tomar mais um pouco de cerveja pra relaxar os músculos por termos ficado debaixo de sol andando de bicicleta pela cidade todo o dia hoje, e dormir. Amanhã eu e Leandro acordaremos às 8horas da manhã, e seguiremos caronando por uns 450km até Montevideo, capital do Uruguai.









Beijos e sorte pra nozes.


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16/01/2013

2 garotos, 3 países, 36 horas e 1410 km pedindo carona por estradas da América do Sul

 Ei gats! Ainda não morri, fiquei sem postar nada nos últimos dias pq tinha muuuuitos vídeos pra eu cortar e transformar em um único vídeo pra postar aqui. Bom, estou em Buenos Aires!

Depois de chegar de Florianópolis pedindo carona e passar duas noites em Porto Alegre, no dia 09 de janeiro (quarta-feira) eu e Leandro pegamos estrada denovo com objetivo de chegarmos a Buenos Aires, passando por Montevideo e sem parar denovo pelo caminho.

Estávamos lá na saída de Porto Alegre, e parou um carro que estava indo pra Santana do Livramento, uma cidadezinha que faz fronteira com o Uruguay. Acabamos trocando nosso plano de rota (que tínhamos a intensão de passar por Montevideo) e lá fomos nós cortando os pampas do Rio Grande do Sul de carro até Santana do Livramento.



Clique aqui para ver o mapa ampliado.


Durante o caminho, decidimos que ao chegar em Santana do Livramento iríamos cruzar a fronteira (chegando a Rivera, uma cidadezinha ao lado, mas que fica do lado Uruguaio) e pedir carona para Tacuarembó (Uruguay) e depois Paysandú (Argentina). Aconteceu que pegando carona por ali, um cara que deu carona pra gente de carro disse que estava indo para uma cidadezinha no sul do Uruguay, e que deveria chegar por lá (de carro) por volta das 4horas da manhã. Ok, mudamos o plano novamente e fomos com ele. Passamos a noite cruzando o Uruguay em um carro velho e um céu LIN-DÍS-SI-MO!


Clique aqui para ver o mapa ampliado.



Amanheceu e estávamos então na cidadezinha de Carmelo, à beira do Rio la Plata. Chegamos a consultar o preço da passagem da lancha que leva de Carmelo a Buenos Aires, cruzando o rio. Nos haviam dito que a passagem era super baratinha, mas quando perguntamos, demos conta que custava 650 pesos uruguaios (68 reais), e preferimos ir pela estrada mesmo, já que tínhamos tempo.

Terminamos cruzando a fronteira Uruguay / Argentina pela ponte Libertador General San Martín (entre as cidades Fray Bentos e Gualeguaychú), e assim chegamos na Argentina. Poucos quilômetros à frente nos deixaram num trevo de uma cidadezinha chamada Zarate. Foi aí então que passamos as horas mais difíceis da viagem.



Era estrada de 3 pistas, fluxo muuuuito rápido. Já haviam nos dito que dificilmente alguém ia se parar pra gente, sobretudo porque "portenhos são uns boludos e não dão carona", nos diziam. Ainda assim estávamos confiantes, até porque não tínhamos sequer um peso argentino (e ainda que tivéssmos, não tinha como pegar ônibus por ali) para termos alguma outra opção.

O Leandro começou a dizer que estava ficando desesperado nesse trecho, já que não tinha nada nem ninguém por perto, não tínhamos 3G, não tínhamos como ligar pra lugar algum pra pedir ajuda, e todo mundo passava por ali muito rápido sem dar nenhuma bola pra gente. Eu particularmente já estou meio que acostumado a essas coisas, não estava desesperando, mas de fato estávamos uns cacos de cansaço por termos passado a noite na estrada e o dia anterior todo caminhando e pedindo carona debaixo de sol muito forte (obrigado mãe por ter me dado um vidro de protetor solar antes de eu sair pra viajar! hahah). Aliás, era melhor sol do quê chuva - pelo menos quanto a isso tivemos mais sorte.

A nossa água estava acabando, quando furou o pneu do carro de um senhor, que teve que parar pra trocar a roda. Aí fomos até ele oferecer e pedir ajuda. Ele não deu a mínima bola. Aí percebemos que estávamos lidando com aquela personalidade que nos descreviam como típica de portenho. Sério, eu nunca fui tão ignorado na minha vida como quando fui falar com esse senhor. Eu tentei puxar conversa e oferecer ajuda todo simpático e ele sequer olhou na minha cara, fingindo que não ouvia e que não percebia nossa presença. Mas insisti, decidi apelar e conjugar "usted" e a chamá-lo de "senhor" (coisa que eu NUNCA faço com ninguém, e nem sei conjugar direito), e disse:

- Señor, usted me puede hablar por un minuto?!!!

Aí ele me olhou de lado. E falei:

- Nosotros venimos de Brasil, estamos caminando hacen 5 horas, no tenemos pesos argentinos y nadie se para a nosotros.

E ele virou a cara como quem não estivesse escutando. Insisti denovo:

- Usted nos puede ayudar?

Denovo fui ignorado. O Leandro fez cara de "ah, deixa pra lá, vamos embora", mas disse pra sentarmos e esperarmos. O Leandro sabe trocar pneu de carro, então ficou do lado do senhor tentando auxiliar e também sendo ignorado. Eu filmei nesse momento.

Durante todo o tempo não sabíamos se ele ia nos levar ou não. Um ótimo lugar pra se pedir carona é logo à frente de um carro parado à beira da estrada passando por manutenção: as pessoas te vêem ali, pensam que vc estava no carro e está precisando de uma carona pra ir buscar ajuda, aí aumenta a chance de pararem pra você. Então eu podia ir lá pedir carona acreditando que no fim o senhor ia embora e não ia nos levar, mas acabei preferindo ficar ali esperando mesmo, pra não ficar parecendo que a gente ainda tinha esperança de conseguir outra ajuda se não a dele.

No fim de tudo, juntamos as coisas que ele usou pra trocar o pneu e colocamos no carro pra ele. Ele ali bufando e soando, parecendo que ia morrer, tomou uma água (matando a gente ainda mais, pq tínhamos muita sede e não tínhamos nem mais uma gota de água), e descançou um pouco. Aí sim ele falou algo:

- Para donde van ustedes?

E o Leandro respondeu:

- Para Buenos Aires, pero cualquier lugar en el camino también está bueno.

E o senhor:

- Uno va a trás y el otro adelante.

Uffffff! Salvos! Durante o caminho ele ainda foi grosso comigo, dizendo coisas como "Tenho que ir devagar por causa da roda, mas se estiver ruim, desça e vá caminhando!", mas só me restou dizer "Ok."

No fim das contas, ele estava indo para o mesmo bairro que a gente, e com a mesma cara de não dar a mínima pra gente, nos ofereceu um suco de pomelo geladinho (fruta que é comum aqui mas não tem no Brasil, eu acho) e nos deixou na porta da casa do Fabián (meu amigo que está hospedando a gente aqui).


Clique aqui para ver o mapa ampliado.


Super agradescemos tentando demonstrar o quanto estávamos felizes pela ajuda dele, mas ele nem se importou com isso também.

Agora o vídeo que passei os últimos dias tentando editar enquanto descansava da viagem e faziamos algum passeio.



Um "pequeno" filme de toda a viagem


Bom, o vídeo dessa viagem virou quase que um curta metragem, de tão longo. hahah Mas me matei pra fazer, e agora já me cansei de ficar perdendo o tempo que eu posso estar conhecendo a cidade só pra tentar diminuir seu tempo de duração.
Eu sou amador nisso de editar vídeo, só tento fazer algo legal já que um tanto de gente me pede. Espero que tenham paciência de ver. hahaha






Bom, quem quiser informações sobre como pedir carona em alguma dessas cidades onde a gente pediu carona durante toda essa viagem, confiram no Mapa do Hitchwiki, que eu compartilhei dicas lá!


Agradecimentos

Tradução das legendas feitas por:
- Fabián Matías Román (de Buenos Aires, Argentina), tradução para espanhol.


Estatísticas da viagem


 Saímos do Brasil e cruzamos o Uruguay até chegarmos na Argentina em uma viagem pedindo carona sem parar para dormir em nenhum lugar.





Se quiser ver a rota percorrida no mapa, tive que dividir em dois mapas pq o Google Maps não conhece a ponte Libertador General San Martín (entre Fray Bentos e Gualeguaychú):

Totais:

  • 0 reais gastos com comida (levamos alguns amendoíns e biscoitos)
  • 15 reais gastos com transporte (do centro de Porto Alegre até a saída da cidade)
  • 3 países: Brasil, Uruguay, Argentina
  • 10 caronas: 7 carros, 3 caminhões
  • 36 horas: 1 dia e meio (incluindo a noite)
  • 1410 km

Tempo de espera para pararem pra gente:

  • Porto Alegre, 1h 53min
  • Rivera, 2h 40min (até aduana)
  • Rivera, 20min
  • Minas de Corrales, 20min
  • Carmelo, + ou - 1h caminhando e 20min pra conseguir carona
  • Nueva Palmira, 30min (caminhando + carona)
  • Fray Bentos, 20min
  • Gualeguaychú, 2h 40min carona até a Ruta 14 (caminhada + usando wifi no posto de gasolina + carona)
  • Ruta 14 (trevo de Gualeguaychú), 25min
  • Zarate, 3h 30min (caminhada + carona)

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06/01/2013

Quase um mês em Florianópolis, o escritor Santiago Nazarian e outros amigos que fizemos

Falando francamente, estou com aquelas minhas clássicas preguiças de escrever sobre meus dias nas cidades. Mas preciso falar dessas minhas 3 semanas aqui em Florianópolis.

Eu já disse aqui, mas preciso repetir. A Pira realmente me adotou como um filho, ainda que passe longe da nossa diferença de idade permitir isso. Acho que a maior prova, entre tooooodas as outras, de que ela realmente gosta de me ter por perto, é o fato de, desde o primeiro dia que cheguei aqui, ela sai da frente do seu computador, de cima da sua própria cama e até de dentro da sua própria casa pra ir fumar lá fora. Eu caiu em crises infinitas de espirros e meu nariz fica super sensível quando fumam perto de mim, eu realmente não teria conseguido passar nem uma semana aqui se ela não pudesse ser tão gentil comigo a esse ponto. É foda, me sinto um fresco e que estou incomodando as pessoas, mas é a PORRA do meu organismo, sou uma vítima de mim mesmo. #tôpoetahoje

Vcs nem vão ter tanto saco pra ler, assim como eu não tenho tanto saco pra escrever, então vou focar mais em postar fotos e citar as coisas mais diferentes (em relação ao que vcs devem estar acostumados) que aconteceram.

A Mah (que veio comigo de carona de Curitiba até aqui), passou o natal aqui com a gente. Pelo dia 27 a coitada foi embora sem ter feito o que ela chegou tão empolgada para fazer: ir à praia. A gente só nadou aqui na baia do Cacupé em uma tarde, e nas piscinas dos vizinhos da Pira (o que foi super divertido também). rsrs

Teve gente nadando nuuuu





Dia 31 chegou o Leandro. Ele chegou, encontrei com ele em um terminal de ônibus e já seguimos pra uma praia. Passamos o dia todo andando pela praia Mole e a praia da Galheta, carregando as mochilas dele. À noite viramos aqui no Cacupé, vendo os fogos da Hercício Luz. Estávamos sem a chave do vizinho da Pira, então nem deu pra curtir a piscina dele na virada do ano. Eu tomei um pouco de vodka e todo o cansaço do dia bateu de uma hora pra outra. Bati na cama e dormi. É, nada de emocionaaaaante como eu queria, mas tem anos que não consigo ter um reveillon emocionante, acho que me falta estar deprimido pra que eu fique emocionado nas viradas.


ops, essa mãe aí? na frente de um mooonte de gente que estava ali na beira da praia.



A partir da chegada do Leandro, fui à praia todos os dias. A Pira não tava muito na vibe de ir pra praia, mas o Leandro estava sempre pilhado, nem que fosse pra irmos todos os dias pra mesma praia (a Mole). Inclusive em um dos dias o Leandro me chamou pra ir pra uma balada, que a Pira até ofereceu pagar minha entrada e dividir com o Leandro o taxi de volta, pra que eu fosse com ele. Mas nesse dia eu tava meio numa bad, preferi ficar em casa e me embreagar até dormir. hahaha

Bar do Deca, na Praia Mole



Nessas idas à praia conhecemos um escritor que a Pira é fan há anos, o Santiago Nazarian. A Pira seeeempre me falou dele nesses anos que a gente se conhece, e só dessa vez o conheci pessoalmente. Ele já escreveu sete livros, já deu quatro entrevistas no Jô e tudo mais. Nem vou falar muito sobre ele, o Google já faz isso por mim, tenta Googlar aí "Santiago Nazarian" que vc verá de quem estou falando. Ele chegou a escrever um post sobre os dias dele aqui em Floripa que a gente se encontrou, nos chamando de "boys magia". kkkkk Um querido ele.





Particularmente acho que conhecer pessoas na praia é equivalente a ver as pessoas como elas realmente são, sem muitas roupas, sem maquiagem, sem muitas firulas nos cabelos, sem muita frescuras ou camadas. Vc vê a cara delas brilhando de protetor solar, vê a marca vermelha de sol, vê o cabelo todo zoado por causa da água salgada, vê a bunda cheia de areia de praia, e por aí vai.





Conhecemos uns quatro caras do Grindr ou Scruff (aplicativos de celular voltados pra gays encontrarem gays que estão geograficamente próximos a onde estão). E nenhum deles eram de fato daqui, ainda que um ou outro estivesse morando aqui. Um era de Manaus, outro de Rio Branco (Acre!), outro do Paraná e até um da Holanda! Esse da Holanda conhecemos em um outro dia de praia Mole com o Santiago, o que foi bom pq todo mundo ali falava inglês, daí o cara não ficou sobrando sem conseguir se comunicar com a galera.



Fora esses caras, ainda conheci o Felipe, que esse sim é manezinho aqui da ilha. É amigo de um amigo meu de São Paulo, que fez a ponte pra nos conhecermos. Poréééém, o Felipe é o manezinho maaaaais não-manezinho que conhecemos. Ele, apesar de ser também ser gay, sequer conhecia o bar do Deca, a praia Mole ou a Galheta, e ainda chegou lá com traje super impróprio pra praia. hahah

Dessa vez consegui rever todos os amigos que fiz aqui das outras vezes que vim (que são os amigos da Pira). Consegui até rever o Gui, que é um cara que é caseiro em um sítio junto com o namorado dele. Siiiiiim, um casal gay caseiro de um sítio! Super Brokeback Mountain sem neve. Imagino que seja uma super vantagem pro dono do sítio, ter dois caseiros homens a preço de um. E são dois gatinhos, por mais que vc deva estar pensando nos esteriótipos contrários! hahahah Eu vim pra Floripa querendo muito passar uns dias no sítio deles com a Pira, e o Gui até tentou nos levar de carro prometendo nos trazer de volta e tudo mais. Mas acabou não dando pra ir dessa vez, e só fomos curtir uma praia lá no norte da ilha, a praia do Forte, que fica lá pras bandas de Jurerê Internacional. Diga-se de passagem, foi a única praia que fomos aqui em Floripa além da Mole, Galheta e Cacupé. hahah





Também fui ao meeting semanal do CouchSurfing aqui em Florianópolis. Onde acabou acontecendo uma coisa engraçada com a japinha da foto do meeting.

Tava lá no meeting do CouchSurfing aqui de Florianópolis interagindo com pessoas desconhecidas. Tava lá um tempão conversando com uma garota lá de São Paulo, até que no fiiiiiiiiiiim da conversa, quando eu tava trocando contatos pra nos adicionarmos no facebook, aconteceu igual aquela vez em Cusco:

- E qual seu contato no Facebook?
- Leo Carona.
- O qqqqqqqq? Vc é o Leo Carooooona??

Meeting semanal de quintas-feiras do CouchSurfing Florianópolis no Capitão Gourmet.

Amanhã é dia de pegar estrada rumo ao Uruguay. Talvez rever alguns amigos do Rio Grande do Sul, do Uruguay e de Buenos Aires (que é o limite, pelo que está planejado até agora)! 1200km de Florianópolis até Montevideo (capital do Uruguay), onde deveremos pegar o barco pra cruzar o Rio la Plata e chegar à capital Argentina. Desejem sorte e/ou mandem seus contatos. :)


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27/12/2012

As indecisões das viagens e o exagero de planejar tudo

Eu que saí de casa com a intensão de sair rodando sem rumo e sem data (nem intensão) de voltar, acabei de me deparar com algumas questões que me fizeram tentar botar o pé no chão, definir alguns planos e fazer alguns riscos definindo meus trajetos a serem percorridos. Meu tempo ficou contado, mal saí de casa e já tenho data de regresso.

A primeira questão, que eu já saí de casa tendo em mente, foi o fato de que o Fabián (um amigo de Buenos Aires) havia comprado passagens de avião pra estar em RAUL SOARES no carnaval (sim, eu puz em caixa alto porque quem conhece Raul Soares vai achar um tanto quanto inusitado isso).

A segunda questão é que eu havia combinado com a Pira de que ela se juntaria a mim por um trecho da minha viagem, depois que eu passasse aqui por Floripa.

A terceira e última questão, é que o Leandro (um amigo de BH que, com a autorização da Pira, eu convidei pra passar o reveillon com a gente aqui em Floripa) também queria viajar um pouco comigo.


E agora, José?


A passagem de Buenos Aires até Belo Horizonte, que o Fabián comprou, é pro dia 08 de fevereiro. O carnaval de 2013 começará pelo dia 07 de fevereiro, pelo que consultei aqui na internet. E a Pira acredita que poderemos sair de Floripa pelo dia 07 de janeiro.

Ok, hora de fritar o cerebro e analisar as opções. Expliquei toda a situação pro Fabián, e ele disse que pode hospedar eu, Pira e Leandro por 2 semanas em Buenos Aires. Então conversei com Pira e Leandro e conseguimos combinar de que eu e Pira iremos pegar estrada de dedão juntos direto pra Buenos Aires. O Leandro disse que vai de ônibus.

E também a Pira gostou da ideia de nós dois voltarmos pedindo carona e parando em algumas praias do Uruguay, durante uma semana. Ainda não sei quais os planos do Leandro pra depois de Buenos Aires. E a Pira é bipolar, ela já me avisou da possibilidade dela dar um surto e mudar de ideia desistindo dos planos no meio do caminho.

Contabilizando tudo, teremos 2 semanas em Buenos Aires mais 1 semana voltando pelo Uruguay, o que equivale a uma viagem do dia 07 até 28 de janeiro. Pronto, já tenho essas datas planejadas, agora vou fazer uma busca de vôos.

Pesquisando as passagens de avião combinei algumas opções de origens e destinos, e achei passagem de Porto Alegre (RS) para São Paulo no começo de fevereiro por 132 reais. Na verdade achei passagem mais barata indo para o Rio de Janeiro, mas seria maldade demais com a minha pessoa ter que deixar o Rio poucos dias antes do carnaval. Então acho que vou fazer isso mesmo: vou me comprar essa passagem de avião, assim eu ganho alguns dias mais de viagem e a volta não fica tão corrida.

Particularmente eu não gosto muito de lidar com essas indecisões de viagens, e acabo criando planos de forma exagerada, como acho que fiz neste aqui. Eu realmente não queria ter que planejar nada pra essa viagem atual, mas com todas essas condições que foram aparecendo pra mim, e toda essa minha vontade de viajar com a Pira e com o Leandro e visitar o Fabián, acabei tendo que bolar esses planos em concenso com todos eles. Eu sei que a possibilidade de dar errado ou de todos esses planos mudarem é altíssima. Mas é foda, teve de ser assim. Eu também já tenho algumas possibilidades de uma aventura ainda maior quando eu voltar em fevereiro, mas deixo pra falar disso quando eu terminar essa viagem planejada pra janeiro. Agora vamos ver o quanto disso realmente não será alterado :P


Lol, fiz até um mapinha com os planos pra ilustrar melhor os planos e datas, oh.


Talk to you soon,
beijas e feliz natal atrasado! hahahah


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25/12/2012

O dia "impossível" de se pegar carona e algumas dicas de como pedir carona de Curitiba até Florianópolis

Depois de anos sem pegar estrada caronando com a Mah, nos reencontramos neste verão em Curitiba (Paraná) para seguirmos rumo a Florianópolis (Santa Catarina)!

Nesse vídeo - quase documentário da viagem, de tããão grande - a gente ensina como fizemos pra sair de Curitiba pedindo carona, pra que você também possa tentar :)

Era domingo, próximo de feriado, a previsão do tempo dizia que iria chover, éramos 2 pessoas pedindo carona e nossa cidade de origem nessa viagem era Curitiba. Todos esses são indícios de que seria muuuuito difícil pegar carona nesse dia, pode perguntar pra qualquer caroneiro que já tenha tentado sair de Curitiba pedindo carona. O resultado da nossa "aventura" vc vê nesse vídeo gigante aí, se tiver paciência. rsrsrs





O vídeo termina com nossa chegada à Ilha da Magia (Floripa) nesse vídeo, reencontrando nossa amiga Pira e o lendário Zé do Cacupé.








Gastamos 4 horas de estrada, 0 minutos pedindo carona na saída de Curitiba e 30 minutos esperando ônibus no Terminal da Trindade (em Floripa) pra ir pra casa da Pira. Mapa do nosso trajeto abaixo.


Clique aqui para ver o mapa ampliado.


VERÃO EM FLORIPAAAAAAAA



Primeiros dias em Floripa


No primeiro dia já revi basicamente todos os amigos que tenho aqui (que são amigos da Pira, rs), graças ao Laurent ("punke") que é chefe de cozinha e nos convidou pra um jantar na sua casa, onde ele cozinhou umas coisas chiques rsrs. :)

Todo mundo sorrindo e eu sensualizando com a banana. hahaha Punke é o de camiseta branca, entre eu e a Pira.





Mais algumas fotos de outros momentos, pra vcs... :)



A chegada, no buteco do Zé do Cacupé.






Que praia?! Aparando a grama do quintal da Pira. rsrs


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